A Igreja do Nazareno, fundada em 1908, evoluiu de uma denominação regional em sua origem para uma vibrante comunidade global com raízes profundamente entrelaçadas na tradição Wesleyana. Desde o início, a denominação demonstrou um caráter internacional, expandindo suas operações e estabelecendo congregações em diversos países, como Índia, Cabo Verde, Cuba, Japão e muitos outros, refletindo seu compromisso com a evangelização e a prática da santidade bíblica. A união de igrejas em 1915 consolidou esses esforços, criando uma identidade que abraça a diversidade cultural e a espiritualidade única de cada região.
Na década de 1970, a Igreja do Nazareno tomou medidas deliberadas para internacionalizar sua missão, reconhecendo a riqueza dos contextos culturais dos crentes em todo o mundo. A Assembleia Geral de 1980 moldou essa visão em uma "uniformidade teológica internacional", promovendo uma teologia inclusiva e uma cooperação efetiva entre igrejas locais e internacionais. Este compromisso também se refletiu em sua abordagem à prática ministerial, que se concentra no evangelismo, nos serviços sociais e na educação, promovendo a saúde, o bem-estar e a dignidade das comunidades que serve.
Os ministérios nazarenos, desde suas origens, têm se destacado em responder a necessidades sociais, apoiando campanhas contra a fome, estabelecendo orfanatos, clínicas de saúde e promovendo a alfabetização. A criação dos Ministérios Nazarenos de Compaixão na década de 1980 ampliou o escopo da ajuda humanitária, enquanto a educação sempre foi vista como crucial na formação de líderes e na preparação de leigos para se envolverem ativamente em suas comunidades.
Com o crescimento das igrejas nos continentes africano, asiático e latino-americano, a Igreja do Nazareno se transformou em uma verdadeira comunidade global de crentes, com um terço de seus membros vivendo fora da América do Norte. Lideranças de diversas origens têm emergido, culminando em uma eleição histórica, quando Eugénio Duarte se tornou um dos superintendentes gerais, simbolizando a transição para uma igreja verdadeiramente global.
Assim, a Igreja do Nazareno, ancorada em sua herança Wesleyana e em uma teologia de santidade, continua a cultivar um espírito de unidade e missão, empenhando-se na propagação do Evangelho e no serviço aos necessitados. Comprometida com a transformação pessoal e social, a Igreja se posiciona como um agente de mudança em um mundo que busca esperança e renovação espiritual.
